COMINGÁ em sua 9ª edição

Já como parte do Calendário da cidade, estamos às vésperas de mais uma edição da COMINGÁ – Conferência Missionária da Cidade de Maringá.

Agendada para os dias 20 a 23 de junho, próximo, estarão conosco, como sempre, preletores de renome, servos, comprometidos com a igreja de Cristo e o Seu reino, cujas mensagens certamente contribuirão para o crescimento da igreja em Maringá e região, bem como nos desafiarão a passos maiores rumo ao nosso avanço no desafio de espalhar a glória de Deus entre as nações.

Esperamos por você!

Sem palavras, fé é passada de geração a geração

Cristã norte-coreana conta que via a mãe orar, mas só quando adulta conheceu o Deus a quem ela orava.

A mãe de Hannah* era uma verdadeira guerreira de oração da Coreia do Norte. Apesar do marido não cristão e todo perigo ao seu redor, ela orava intensamente e, muitas vezes, em voz alta e até mesmo na neve. Hannah sempre ficava observando sua mãe orar. Como ela falava muito rápido, a única coisa que entendia era “Hanonim, Hanonim”, que significa “Senhor, Senhor, ajude-nos”. Ela se lembra especialmente de um dia, quando seu pai estava aborrecido e não queria que a mãe orasse na sala, então ela foi orar do lado de fora, na neve. Hannah pediu que a irmã de 9 anos fosse cobrir a mãe com um cobertor.

Mas Hannah só conheceu o Deus a quem sua mãe orava depois que ela morreu. Já adulta, casada e com filhos, ela fugiu para a China, onde toda a família se entregou a Jesus, inclusive suas irmãs. Hannah diz que eles cresceram rapidamente na fé porque “toda a nossa vida tínhamos sido preparados para aquele momento” através das orações da mãe. Na China, ela foi presa com a família e enviada de volta à Coreia do Norte. Então, foram torturados por serem cristãos. Através de um milagre, eles foram libertados, mas seu marido veio a falecer devido à tortura pela qual tinha passado.

Hoje Hannah vive na Coreia do Sul, e só por isso tivemos acesso à sua história. Diariamente, ela faz a mesma oração que aprendeu com a mãe: “Senhor, Senhor, ajude-nos”. Sua vida mostra como a fé é passada de geração a geração na Coreia do Norte mesmo sem palavras e sem os filhos saberem sobre a fé dos pais. A Portas Abertas ajuda cristãos perseguidos no país a prepararem seus filhos para receber o evangelho. Ore pela Igreja Perseguida da Coreia do Norte, um dos maiores desafios para a igreja livre hoje.

*Nome alterado por segurança.

Morre aos 99 anos o evangelista americano Billy Graham

Billy Graham, o maior evangelista do século 20, faleceu na manhã desta quarta-feira (21), aos 99 anos.  Ele morreu de causas naturais em sua casa em Montreat, na Carolina do Norte, de acordo com Jeremy Blume, porta-voz da Billy Graham Evangelistic Association.

O célebre pastor batista da Carolina do Norte ficou conhecido por levar suas cruzadas evangelísticas ao redor do mundo, levando 3 milhões de pessoas a Cristo.

Evangelista de multidões

Graham serviu como conselheiro ou ministrou a uma dúzia de presidentes dos Estados Unidos, além de ter se encontrado com dezenas de líderes mundiais, dentre eles os mais importantes de sua geração.

Estima-se que ele tenha pregado a cerca de 215 milhões de pessoas em 185 dos 195 países ao redor do mundo durante sua vida. Sua mensagem chegou a milhões de pessoas, sendo uma presença quase constante no rádio, na televisão e na internet.

Vida em família

Chamado por muitos de “O Pastor dos Estados Unidos“, ele teve um início modesto, crescendo em uma fazenda em Charlotte, Carolina do Norte. Ele aceitou Jesus aos 16 anos, através do ministério do evangelista Mordecai Ham. Graham mais tarde mudou-se para a Flórida e foi ordenado pastor lá em 1939.

Ali, conheceu sua futura esposa, Ruth McCue Bell, enquanto eles freqüentavam o Wheaton College, e se casaram em 1943. Juntos criaram cinco filhos e ela se tornaria uma conselheira confiável dele. “Quando se trata de coisas espirituais, minha esposa teve a maior influência no meu ministério”, disse Graham de Bell, que morreu em junho de 2007.

Conduta irrepreensível

Graham era conhecido por seu senso de humor e por manter uma visão cristã não partidária, o que lhe valeu algumas críticas. Mas a sua dedicação ao ministério e à unidade é muito evidente e melhor lembrada na sua recusa em prestar atenção às políticas de segregação.

Martin Luther King Jr. tinha Graham como um amigo íntimo e aliado, tendo dito deste: “Se não fosse pelo ministério do meu bom amigo, o Dr. Billy Graham, meu trabalho no Movimento dos Direitos Civis não teria tido tanto sucesso quanto tem sido”.

Outro ponto lembrado sobre sua vida é que, em mais de 60 anos de ministério, Graham nunca esteve envolvido em escândalos, de maneira que seu nome sempre aparecia nas primeiras posições de todas as listas de pessoas mais amadas nos Estados Unidos.

Autoridades lamentam

Em seu Twitter, o presidente Donald Trump disse que “não havia ninguém como ele” e que Graham “fará falta aos cristãos e a todas as religiões”, pois era “um homem muito especial”.

O vice-presidente Mike Pence afirmou em seu Twitter: “Choramos sua morte, mas tenho absoluta certeza que hoje ele ouviu estas palavras: ‘Bem está, servo bom e fiel!’. Obrigado, Billy Graham!”

O ex-presidente George H. Bush emitiu a seguinte declaração: “Billy Graham foi o Pastor da América. Sua fé em Cristo e seu espírito evangélico totalmente honesto inspiraram pessoas em todo país e no mundo. Creio que Billy tocou os corações não só de cristãos, mas de pessoas de vários tipos de fé, porque ele era um homem bom. Tive o privilégio de tê-lo como amigo pessoal. […] Ele foi um mentor para vários dos meus filhos, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos [Georgge W. bush]. Sentiremos falta de nosso bom amigo“.

O ex-presidente Barack Obama disse pelo Twitter que Graham foi “um servo humilde que orava por muitos. […] Com sabedoria e graça ele deu esperança e orientação a gerações de americanos“.

Uma partida tranquila

Seu filho, Franklin Graham, assumiu seus ministérios, enquanto Graham retornou a uma vida tranquila na Carolina do Norte, não muito longe da Biblioteca Billy Graham, em Charlotte.

“Meu lar está no céu”, declarava ele habitualmente. “Eu estou apenas peregrinando neste mundo”.

Fonte: CPAD News

Olhando os órfãos do mundo

Este é um trabalho de apoio a missionários e instituições que estão trabalhando com orfanatos e que fazem o acolhimento de crianças e adolescentes, vitimas diretas e/ou indiretas de grandes conflitos, catástrofes naturais entre outras realidades duras e cruéis espalhadas pelo mundo.

As instituições e países que recebem nosso apoio são:

AME

Rede SOS Global de voluntários socorristas brasileiros para atender às muitas catástrofes em vários continentes, ajudando de forma integral os povos vitimados. Atuou: no distúrbio em Timor Leste; tsunamis e terremotos no Sudeste Asiático, no Haiti, Chile, Japão, e sul da Ásia; ciclone e tufões em Myanmar, Filipinas e Vietnã; refugiados e fome no Leste da África; e nas enchentes no Brasil. Desde 2008 a AME expandiu sua atuação no Sudeste Asiático.

MYANMAR – ASIA

Orfanatos:

– Father’s House

– Makários

– Father Children Center

– Lanterna da Esperança

– Terra May

Outras instituições não vinculadas a AME, porém apoiadas pelo Paqto:

 

HAITI

Orfanatos:

– Argentino

– ADNEH

– Jean&Marie

– Simon

– Caeda Lelovois

– Gods Plan

– La Main Tendre

– Mixte Dieu de Paix

– Horizont

 

INDIA

Orfanatos:

– New Life

Para que o trabalho seja realizado o apoio é feito através de patrocínio por criança, tendo o custo mensal de US$25,00 mensal.

Hoje atendemos média de (X) crianças mensalmente.

COMINGÁ Conferência Missionária da Cidade de Maringá

PORQUE SEMEAR É PRECISO!

Uma árvore para frutificar leva um bom tempo e só dará frutos se for regada, cuidada. Tendo efetuada já a sua 8ª edição, a COMINGÁ Conferência Missionária da Cidade de Maringá, nesse mesmo conceito, se prepara para realizar a 9ª edição, isso mesmo, a IX COMINGÁ, entendendo que é tempo de semeadura, sempre “regado” de bons preletores, servos de Deus, comprometidos e usados pelo Senhor para nos levar a dar mais frutos para o Reino de Deus. Venha para esse encontro do povo de Deus para a adoração e missões.

Nivaldo Gois

 

CER Centro Evangélico Restauração

O CER é uma instituição que presta acolhimento e desenvolvimento de restauração para pessoas em situação de risco e dependentes químicos e alcoólicos. O diretor executivo, Alexandre Mendes é que tem desenvolvido um trabalho de cuidado, treinamento e discipulado.

Este projeto nasceu em resposta ao retrato da realidade dos moradores em situação de rua, indivíduos invisíveis aos olhos da sociedade, que perderam a cidadania e na medida em que nada têm principal item que lhes falta é a dignidade. O CER tem como um de seus objetivos a inclusão integral destas pessoas a sociedade.

O projeto é fruto do sonho de pessoas, amigos, parceiros que acreditam no Resgate, Restauração e Reintegração do homem à sociedade através do cuidado e evangelho integral. Tal público alvo, após triagem específica, são inseridos como membros do CER e para que, em tempo oportuno se integre de maneira emocional, físico e espiritual, bem como devida capacitação profissional para inserção no mercado de trabalho, retorno à família, e sociedade.

O valor médio para o funcionamento do CER é de R$8.000,00 mensal, porém temos alguns desafios quando a melhoria do espaço e o aumento da capacidade de pessoas assistidas.

 

Parceiros

Para que todos os povos O Adorem

PERSPECTIVAS é um curso realizado internacionalmente, que une cristãos no propósito de compreender seu papel no Reino de Deus e sua missão Global, ou seja, cristãos que:

  1. – Buscam uma compreensão mais profunda da mensagem bíblica e dos propósitos de Deus;
  2. – Desejam investir melhor seus dons e habilidade em sua igreja local, na comunidade e no mundo;
  3. -Querem marcar profundamente esta geração.

 

ENCONTROS
São 12 aulas, esclarecendo o propósito de Deus a partir de 4 perspectivas: Bíblica, histórica, cultural e estratégica, ministradas por relevantes nomes da teologia e missiologia.

Alguns dos preletores: Ronaldo Lidório, Hernandes Dias Lopes, Flávio Ramos, Kevin Bradford, Dr Mark Johnson, Mauricio Cunha (CADI), Kevin Boot, Durvalina Bezerra, Analzira Nascimento, Margaretha Adwardana, entre outros.

Previsão inícío do curso na região de Maringá: Setembro de 2018.

 

Assessoria em Missões

O Instituto Paqto por meio de seu conhecimento e experiência missionária,  tem trabalhado  no Brasil, visando o despertamento e crescimento  missionário nas igrejas locais, tendo como desafio à mobilização e envolvimento à obra missionária.

Este trabalho tem proporcionado um maior conhecimento às igrejas, sobre o que tem acontecido no campo e estabelecido novas parcerias das mesmas com projetos sociais e missionários, desde Maringá até os Confins da Terra.

Nosso objetivo é pautado em levar a igreja a cumprir sua vocação e chamado de levar Jesus entre as nações.

Notícias do campo: Índia, China, Bangladesh

Tráfico de crianças na Índia

Tráfico de bebês de escravas sexuais Segundo informações recebidas de missionários em campo, o sucesso do mercado de barrigas de aluguel na Índia se deve ao nascimento de crianças geradas por escravas sexuais. As mães são meninas vendidas por suas tribos após o primeiro ciclo menstrual, para serem estupradas e engravidadas com esse fim.

ESSAS MENINAS PEDEM SOCORRO!

Fonte:  MCM – Missão Cristã mundial

Campos de reeducação

No noroeste da China, numa região predominantemente muçulmana, existem campos de reeducação, que podem receber diferentes nomes, como centro de estudos ou centro de transformação da mente. É um lugar onde as pessoas são forçadas a aprender educação política tendo o comunismo como base. Dezenas de cristãos ex-muçulmanos e quase todos os líderes foram levados para tais campos. “Eu não sei onde meu marido está agora, mas acredito que Deus ainda o use em prisões ou acampamentos. Às vezes eu ficava com medo que ele não tivesse roupas suficientes para se aquecer”, diz a esposa de um líder cristão ex-muçulmano. Clame para que os cristãos perseguidos enviados a esses campos e suas famílias permaneçam fiéis ao Senhor, apesar das complicações e do ambiente hostil que enfrentam. Que mais cristãos sejam usados por Deus para consolar e cuidar (material e espiritualmente) das famílias que sofrem com a perda de um parente enviado aos campos. 

Fonte: Portas Abertas

A Maior Crise Humanitária da atualidade em Bangladesh

As manchetes mundiais denunciam, a situação do povo Rohingya, considerada pela ONU como a “maior crise humanitária da atualidade”. O Papa visitou o local para tentar amenizar a situação e as grandes ONGs humanitárias enviam socorro.
A Igreja Brasileira também precisa fazer sua parte e agir para atender o clamor por alívio de pelo menos 610 mil pessoas, das quais 330 mil são crianças.
Há algum tempo, 34.000 crianças, já se encontravam em estado irreversível de má nutrição, não podendo mais aceitar líquidos no pequenino estômago ressecado por não comer há dias.
A Rede SOS Global, formada especificamente para situações de SOS – SAVE OUR SOULS – SALVE A NOSSA ALMA – esteve presente, enviaram para o acampamento de refugiados Rohingya, em Bangladesh, uma equipe de olheiros, entre os dias 11 e 25 de dezembro, para prestarem atendimento de saúde emergencial, entregar alimentos e cobertores, e ver a situação de abrigos para planejar o envio de uma segunda equipe, o mais breve possível..
Conclamamos para que nossos socorristas veteranos se juntem URGENTEMENTE em atendimento ao grito por socorro.

Fonte: AME -Associação Missão Esperança

Avenida Brasil 4312 – Sala 1102 – 11º Andar – Centro, Maringá – PR, 87013-000 Telefone: (44) 3020-1105

Seja um cristão Global

Amado, procedes fielmente em tudo o que fazes para com os irmãos, e para com os estranhos, que em presença da igreja testificaram do teu amor; aos quais, se conduzires como é digno para com Deus, bem farás; porque pelo seu Nome saíram, nada tomando dos gentios. Portanto, aos tais devemos receber, para que sejamos cooperadores da verdade. (3 João 1:5-8)
Gaio, aquele que estava recebendo a carta de João, foi reconhecido como alguém que procede fielmente para com os irmãos, de modo que estes falavam muito bem dele diante da igreja. O que estava acontecendo? Alguns pregadores itinerantes e missionários haviam passado pela casa de Gaio e haviam recebido um amor especial. João diz que ele era um “enviador” (propempo), pois encaminhava os missionários em suas jornadas [1]. Em Tito 3:13, nós possuímos um verso que mostra como propempo era usado quando relacionado ao envio de missionários: “Acompanha com muito cuidado Zenas, doutor da lei, e Apolo, para que nada lhes falte”. O propósito de Deus é que enviemos nossos missionários de modo que seja digno de Deus, cuidando para que nada lhes falte – quer seja dinheiro, orações ou pastoreio. Isso é um mandamento do Senhor (“Deveis”, 3 Jo 8), de modo que “o nome de Deus está em jogo no modo como tratamos nossos missionários”, como declarou Tom Steller [2], encerrando o incrível tratado sobre missões escrito por John Piper. Ele resume muito bem o ideal defendido aqui:
Um cristão global é alguém que está tão absorvido pela glória de Deus e pela glória do seu propósito universal que resolve se alinhar com a missão de Deus para encher a terra com o conhecimento da sua glória como as águas cobrem o mar (Hc 2.14). Tudo que o cristão global faz, ele faz tendo em vista a santificação do nome de Deus e a vinda do seu reino entre todos os povos da terra. A oração fervorosa do cristão global é “Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos” (Sl 67.3). Assim, quer sejamos aqueles que enviam ou aqueles que vão, glorifiquemos a supremacia de Deus nas missões, dando as mãos e tomando parte no refrão dos tempos antigos: “Alegrem-se os povos!” [3]
Infelizmente, quando falamos de ajudar financeiramente aos missionários, somos vistos como sanguessugas, tentando tomar religiosamente os bens de pobres trabalhadores. É muito correta a frase atribuída a Martinho Lutero, de que “três conversões são necessárias: a conversão do coração, a conversão da mente e a conversão da carteira”. Como cristianizar o modo que usamos nosso dinheiro, sabendo que este é um dos grandes ídolos de nosso século? Creio que nos será útil meditar no que Charles Edward White conta sobre o modo que John Wesley usou seus bens [4]. Possuindo, muito provavelmente, o maior salário já recebido na Inglaterra (seus bens poderiam ser calculados na quantia total de 60 milhões de reais hoje), ele experimentou uma vida de grandes privações a fim de usar o máximo de seus recursos para a glória de Deus.
Essa perspectiva teve início em Oxford, quando, em um dia muito frio de inverno, Wesley havia acabado de comprar alguns quadros para colocar em seu quarto. Neste momento, uma das camareiras chegou à sua porta, e ele notou que ela não tinha nada para se proteger, exceto uma capa de linho. Ele desejou ajudá-la a fim de fornecê-la dinheiro para comprar um casaco, mas percebeu que havia sobrado bem pouco depois da compra dos quadros. Ele ficou perplexo com o pensamento de que Deus não havia se agradado pela forma como havia gasto seu dinheiro. Ele imaginou Deus dizendo a ele: “Tu adornaste as paredes com o dinheiro que poderia ter protegido essa pobre criatura do frio! Ó justiça! Ó misericórdia! Esses quadros não são o sangue dessa pobre empregada?”. White escreve:
Talvez, como resultado desse incidente, em 1731, Wesley começou a limitar seus gastos para que pudesse ter mais dinheiro para dar aos pobres. Ele registrou que, em determinado ano, sua renda fora de 30 libras, suas despesas, 28, assim, tivera duas libras para dar. No ano seguinte, sua renda dobrou, mas ele continuou administrando seus gastos para viver com 28, desse modo, restaram-lhe 32 libras para dar aos pobres. No terceiro ano, sua renda saltou para 90 libras. Em vez de deixar suas despesas crescerem juntamente com sua renda, ele as manteve em 28 e doou 62 libras. No quarto ano, recebeu 120 libras. Do mesmo modo que antes, suas despesas se mantiveram em 28 libras e, assim, suas doações subiram para 92.
Wesley acreditava piamente que o cristão não deveria apenas dar o dízimo, mas, uma vez suprido sua família, entregar toda sua renda excedente aos necessitados – e não só isto, ele cria que, com o crescimento da renda familiar, o que deveria aumentar não era o padrão de vida a ser seguido, mas sim o padrão de doações a serem entregues.
Essa prática começou em Oxford e continuou por toda a sua vida. Mesmo quando sua renda ultrapassou mil libras esterlinas, ele viveu de modo simples, doando rapidamente seu dinheiro excedente. Houve um ano em que seu salário superou 1400 libras. Ele viveu com 30 e doou aproximadamente 1400.
Wesley limitava suas despesas, não adquirindo coisas que eram tidas como essenciais para um homem de sua posição. Em 1776, os fiscais de impostos inspecionaram suas restituições e lhe escreveram a seguinte sentença: “Não temos dúvidas de que o senhor possui algumas baixelas de prata para cada item que o senhor não declarou até agora”. Eles queriam dizer que um homem proeminente como ele, certamente possuía alguns pratos de prata em sua casa, e o acusavam de sonegação. Wesley lhes respondeu: “Tenho duas colheres de prata em Londres e duas em Bristol. Essa é toda a prata que possuo no momento e não comprarei mais prata alguma, visto que muitos ao meu redor almejam por pão”.
Outro bom exemplo a ser observado é o do inglês Charles Thomas Studd, um dos maiores desportistas do final do século 19. Tornou-se milionário quando herdou da família a fortuna de 29 mil libras esterlinas, o que era uma riqueza grandiosa para a época.  Determinado a investir na obra de Deus, enviou 5 mil libras para o missionário Hudson Taylor (o primeiro missionário no interior da China), 5 mil libras para o pastor William Both (fundador do Exército da Salvação), 5 mil para D. L. Moody (que usou o dinheiro para criar o Instituto Bíblico Moody), fora outras doações.
Depois destas ofertas, as 3.400 libras esterlinas que lhe sobraram foram entregues a sua esposa, no dia do casamento, que acabou doando a quantia aos pobres. Ela disse: “Jesus pediu ao jovem rico que desse tudo aos pobres”, e Studd completou: “Agora nos achamos na situação de poder dizer que não temos ouro nem prata”. Depois de algum tempo, o próprio Studd foi chamado ao campo missionário, para terras como China, Índia, Sudão e Congo. Ele dizia: “Se Jesus é Deus e Ele morreu por mim, então nenhum sacrifício pode ser muito grande para nós”. A mensagem deixada por Studd era simples: enquanto a maioria investem em bens materiais, outros investem no Reino de Deus. [5]
Uma coisa que me deixa espantado com a carta de Paulo aos Filipenses é o modo como eles escolheram o sofrimento: “pois a vocês foi dado o privilégio de, não apenas crer em Cristo, mas também de sofrer por ele” (Fp 1:29). E que sofrimento foi este? Parte dele era devido à oposição ferrenha dos inimigos da fé (v. 28). No entanto, este privilégio da dor também veio por meio do desprendimento financeiro do povo de Filipos, a fim de suprir as necessidades de Paulo (Fp 4:10-20).
Será que algum missionário, nos dias de hoje, pode te dizer: “fizestes bem em tomar parte na minha aflição” (Fp 4:14), como Paulo disse aos Filipenses? Nossas ofertas são sacrifícios entregues a Deus, que rendem louvor e ações de graças por parte da igreja e o missionário enviado. Espero que muitos ministros possam enviar para suas igrejas locais, agencias missionárias ou mantenedores individuais palavras parecidas com a do Apóstolo:
Não que procurei dádivas… Mas tenho tudo; tenho-o até em abundância; cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus. (Fp 4:17,18)
Claro que nem todos precisamos viver vidas de total privação a fim de contribuir com a obra missionária. Porém, em tempos que não conseguimos ofertar mais que 10% de nossa renda (às vezes, nem isso), o testemunho destes homens nos dá um bom pontapé para que comecemos a abrir mão de nossos ganhos excedentes a fim de sermos cooperadores com a verdade: cristão preocupados com o alcance global da glória de Deus.
Fonte: Yago Martins


[1] Propempo aparece nove vezes no Novo Testamento, e sempre em um contexto missionário. Veja, especialmente, Atos 15:3, Romanos 15:24, 1 Coríntios 16:6,11, 2 Coríntios 1:16 e Tito 3:15.
[2] PIPER, John. Alegrem-se os povos: A Supremacia de Deus em missões. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001, p. 293.
[3] PIPER, John. Alegrem-se os povos: A Supremacia de Deus em missões. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001, p. 204.
[4] WHITE, Charles Edward. O que Wesley Praticou e Pregou sobre o Dinheiro?. Disponível em: <http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=353>. Acesso em: 7 ago. 2012.
[5] Informações tiradas da seção “Heróis” da revista Povos, edição número 15, p. 63.