| SOCORRENDO AS VITIMAS DAS ENCHENTES |
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| Escrito por Nivaldo Gois | |
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Campanha lançada durante a I COMINGÁ rendeu seus frutos. Enviamos uma equipe de volutários composto por pastor, psicólogos, enfermeiras, médicos e dona de
Lições da destruição Palmares, Catende, Água Preta, União dos Palmares, Santana do Mandaú foram às muitas cidades que visitamos nestes últimos quatro dias. Todas com algo em comum – destruídas pelas águas. Onde colocávamos os olhos tinha uma particularidade: ou marcas da água com As pessoas também tinham sua maneira peculiar de reagir. Olhares de indignação, outros de conformismo, outros assustados, outros desesperançados. Semblantes caídos, olhares distantes, postura de impotência, mas em todas uma Em meio a tudo isso a fé, a esperança, a expectativa de dias melhores que nascia dos lábios de quase todos, mas produzida mesmo com convicção, do coração dos que sabiam que quem tem a última palavra é o Criador e que do caos faz brotar algo novo e do nada pode gerar a vida. Em todos a solidariedade. Quem não perdeu sua casa acolhia quem as perdeu; quem tinha o que comer repartia com que não tinham; quem tinha os olhos secos, consolava os que choravam e quando ambos choravam se abraçavam para dizer um para o outro – estamos juntos na tragédia. Alguns irmãos que perderam as suas casas não foram primeiramente recuperá-las. Não, optaram primeiramente em socorrer quem também tinham perdido tudo, acolhe-los e aquecê-los com o amor que nasce de um coração dominado pela graça do Pai. De um coração que sabe que tudo aqui é passageiro, mas que nada pode separá-los do amor do Pai. Era preciso primeiro olhar para a vida e então, se desse tempo, olhariam para o que se podia ver com os olhos carnais. Eu e meu amigo Waldir, não ficamos imobilizados diante daquele quadro. Fomos às pessoas, oramos com elas, animamos e fomos animados, encorajamos, visitamos irmãos, pastores e muitos abrigos. Mas sabíamos que estávamos colocando uma “gota” num mar de necessidades físicas, emocionais e espirituais. Mas junto com todos que se mobilizaram em Maringá, colocamos a nossa “gotinha”. Ela está lá e fará diferença porque foi colocada com um coração cheio de amor pelo Senhor. Até a próxima tragédia para continuarmos colocando nossa “gotinha”. |




casa A campanha continuou e em 15 dias enviamos duas carretas com vários tipos de doação, mas, principalmente colchões. Muitas igrejas e empresários se envlolveram e enviaram o Pr. Nivaldo e empresário Waldir Lopes para acompanhar as doações e verificar in loco a verdadeira situação.
ou paredes no chão ou barro que invadiu as dependências ou lixo nos telhados, algumas só o alicerce permaneceu porque a água passava por cima, e em todas as ruas uma lama cinzenta que parecia que quanto mais se tirava mais ela brotava. Não foi uma visão fácil de ser contemplada.
determinação de mudar a situação. Enxadas, rodos, escovas, carriolas, pás de mão ou motorizadas, caminhões basculantes circulando com uma única cor cinza, cor da lama. Nas ruas, em todas elas, sem exceção, uma camada lama fina de uns quatro centímetros de altura, com gente circulando de botas, chinelos, tênis ou descalços. Todos desejosos de limpar, porque limpar aquela cidade é expurgar da lembrança o caos, a dor, a perda o susto.