Missões em Tempo Real

PROJETO PRATA DA CASA PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
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JUSTIFICATIVA

Em 1987, por ocasião do COMIBAM, ouvimos pela primeira vez que o Brasil estava deixando de ser um campo missionário para se tornar um celeiro de missionários. Esta declaração alimentou, animou e encorajou a igreja brasileira. Muitas vocações foram despertadas, as igrejas começaram a enviar seus missionários e, hoje, temos aproximadamente 4.000 missionários transculturais atuando nos mais diferentes campos ao redor do mundo. Por isso, durante estes últimos 30 anos a visão da igreja foi enviar seus missionários. Agências foram criadas, cursos de missões transculturais estabelecidos, igrejas olhando além de suas paredes. Louvamos ao Senhor por esta mudança de mentalidade que contribuiu muito para que povos fossem alcançados.

Hoje, um novo conceito de missões está ganhando o coração da Igreja do Senhor Jesus. Cremos que este novo conceito vem diretamente do trono de Deus para que a velocidade da pregação do Evangelho seja intensificada. Esta estratégia está ligada ao apoio de missionários autóctones.

 

1 – DEFINIÇÃO DE MISSIONÁRIO AUTÓCTONE

O termo autóctone significa “da terra, nativo”. Assim, o missionário autóctone é o missionário com um claro chamado de Deus para servir em seu próprio país, alcançando o seu próprio povo.

Eles vêm de centenas de milhares de igrejas autóctones que Deus levantou em outras nações nos últimos 200 anos. As estatísticas afirmam que a cada dia são plantadas 4.500 novas igrejas. Igrejas nasceram de avivamentos evangelísticos na Ásia, África e América Latina e elas rapidamente enviam seus missionários. Centenas desses missionários deixaram seus empregos pela fé para servir ao Senhor em tempo integral. Desta forma, muitos deles estudam num Instituto Bíblico ou jã possuem uma formação universitária.

 

2 – A REALIDADE DAS IGREJAS NOS PAÍSES POBRES

O foco deste projeto são os países pobres. As igrejas nestes países vão além das suas possibilidades, ofertando mais do possuem, muito mais do que os cristãos dos países ricos.

Eles enfrentam grandes dificuldades. Ajudam a alimentar os famintos, cuidam das viúvas, órfãos, leprosos e crentes que passam por grandes necessidades. Um bilhão de pessoas, incluindo muitos cristãos na Ásia, África e América Latina não conseguem empregos que possam sustentá-los. Eles sobrevivem plantando arroz, pescando, ou caçando. Aqueles que têm empregos ofertam generosamente e sacrificialmente, mas ainda assim é muito pouco, pois seus salários são tão baixos que os seus dízimos são apenas poucos dólares por semana. A realidade é que não existem recursos nas igrejas, suficientes para o sustento de missionários, nestes países pobres.

Apesar de serem igrejas que contribuem, elas não têm como sustentar seus missionários, por isso, precisam da ajuda da igreja ocidental para dar suporte financeiro aos que Deus chama.

 

 

3 - RECONHECENDO AS VANTAGENS DA ESTRATÉGIA DO APOIO AO MISSIONÁRIO AUTÓCTONE.

1. A velocidade com que o Evangelho será pregado.

O missionário autóctone sendo alguém de seu próprio povo está cultural e linguisticamente adaptado. Qualquer missionário estrangeiro que fosse enviado a uma cultura nova levaria muito tempo até estar preparado para pregar áquele povo. O missionário autóctone sabe viver como o seu povo, diferentemente de qualquer missionário de fora. Portanto, pelas razões óbvias, são mais eficientes para alcançar seu próprio povo.

 

2. A duplicidade nos recursos do sustento

É variável de lugar para lugar. Missionários solteiros na Ásia comem o que os hindus oferecem para eles, dormem no chão e lavam suas roupas no rio uma vez por semana. Mas aqueles que têm família não podem ir sem deixar sustento para sua esposa e filhos. Em alguns casos, U$-40 por mês seriam suficientes, embora U$-50 ou U$-100 seria melhor. Em grandes cidades as necessidades mensais chegam a U$-600. Todos os missionários precisam de recursos para transporte e literatura. Então, recomendamos U$-40 para um missionário solteiro e entre U$-40 a US$100 para aqueles que têm família, dependendo de onde moram. A média de sustento mensal para um missionário é de US$ 50. (Fonte: Crinstian Aid).

Portanto, o investimento em um missionário transcultural custaria para a igreja enviadora 4 ou 5 vezes maior que um autóctone. Em resumo, com o custo de um missionário transcultural pode-se sustentar mais missionários autóctones.

No entanto, não se trata de deixar de enviar os missionários brasileiros para outros povos, eles sempre foram e serão necessários. O que propomos é termos uma ação na direção dos autóctones.

 

4 - O QUE DIZEM AS ESTATÍSTICAS

Em todos os países pobres do mundo há um grande número de missionários carecendo de apoio para saírem a campo.

Segundo a Cristian Aid, mais de 300.000 missionários estão espalhados por centenas de países, com pouco ou nenhum sustento e mais de 100.000 estão aguardando sustento para saírem.

Milhares deles caminham centenas de milhas debaixo de sol ardente porque não têm 50 centavos para pagar um ônibus ou caminhão. O trabalho destes missionários pode ser mais efetivo se tivessem U$- 75 para comprar uma bicicleta ou U$-850 para comprar uma motocicleta. Quando eles saem para o campo (entre seu próprio povo) muitos deixam suas famílias em casebres, sem luz, água corrente, banheiros e com menos de um dólar por dia para comprar comida. São, portanto, nossos irmãos que fazem parte da mesma igreja e que estão doando de si integralmente para ver seu próprio povo sendo salvo pelo poder de Deus.

Um exemplo de como Deus usa missionários nativos pode ser visto nas montanhas do isolado Himalaia, no Reino do Nepal. Este país com 24 milhões de hindus e budistas nunca permitiu a entrada de missionários estrangeiros. Mas muitos nepaleses encontraram a Cristo estando longe das suas casas através de ministérios nativos como o de Bakht Singh na Índia. Com a ajuda da Christian Aid eles retornaram ao Nepal e plantaram igrejas entre seu próprio povo. Desde 1960 o número de crentes ali cresceu para mais de 500.000, incluindo alguns dentre as mais de 60 diferentes tribos e nações naquele país.

 

5 – QUANTO AO SUSTENTO NECESSÁRIO

Esta é uma questão delicada que necessita de muita pesquisa para aplicação dos recursos. O que precisamos ter em mente é que certamente um missionário autóctone estará custando 1/5 em termos de sustento básico, de um missionário transcultural. Além disso, eles não têm custos adicionais com cursos de idiomas, seguro social, imposto de renda, gastos com médico particular, viagens internacionais, vários tipos de roupas, cursos para seus filhos, seguro de vida, aposentadoria, comidas importadas e ferramentas para a casa. Muitos destes itens, se não todos, fazem parte do orçamento de um missionário transcultural.

 

6 – QUANTO À SELEÇÃO DOS MISSIONÁRIOS A SEREM APOIADOS

Sem dúvida é uma área sensível e que requer critérios bem definidos. A ponte entre o mantenedor e o missionário serão as Agências Missionárias devidamente reconhecidas pela igreja brasileira.

Tais Agências Missionárias estão espalhadas em quase todos os países do mundo e atuam juntamente com a igreja nacional. As Agências Missionárias têm recebido os missionários nacionais para treinamento enviando-os na implantação de igrejas entre seu próprio povo.

Em quase todos os países do terceiro mundo há Agências Missionárias e ministérios nacionais, reconhecidos pela sua integridade, bem como pelos resultados em seu próprio país. Além dessas agências nacionais, temos hoje as Agências Missionárias (OM, Kairós, Antioquia, Avante, Horizontes, SIM,) que tem suas bases em muitos países do mundo.

Desta forma, as Agências Missionárias estariam indicando os obreiros carentes de sustento.

 

7 – QUANTO À ADOÇÃO

As Agências Missionárias enviam fotos, dados, características de ministério e familiares, campo de atuação e todas as demais informações necessárias ao apoiador ou investidor que recebe esta ficha e decide pela adoção do mesmo.

 

8 – ENVIO DO SUSTENTO

Os missionários devem estar debaixo de uma liderança para receberem sustento. Os valores serão enviados a esta liderança que repassará ao missionário adotado. Esta medida é importante tendo em vista que os missionários precisam estar debaixo de uma autoridade a quem prestarão contas.

 

9 – O PAPEL DO INSTITUTO PAQTO

O Instituto PAQTO tem por objetivo ser a ponte entre o investidor e a Agência Missionária responsável pelo missionário.

Em quase todos os países terceiro mundo há Agências Missionárias e ministérios reconhecidos pela sua integridade, bem como pelos resultados em seu próprio país. Além dessas agências nacionais, temos hoje as Agências Missionárias (OM, Kairós, Antioquia, Avante, Horizontes, SIM,) que tem suas bases em muitos países do mundo. Estas Os recursos serão entregues ao Instituto PAQTO que repassará integralmente os valores a quem de destino. Não estará retendo absolutamente nada, fazendo chegar ao campo cem por cento dos valores confiados a ele, pois, além de entender que os investidores estão se esforçando para enviar os recursos, também entende que os recursos para manutenção do seu próprio ministério devem vir de outras fontes igualmente levantadas pelo Senhor.

O Instituto PAQTO se compromete a prestar contas regularmente aos investidores e, ao final de cada ano determinar auditoria externa para avaliação das aplicações.

 

10 – COMO PARTICIPAR

  • Preenchendo a declaração de intenção em anexo.
  • Esta declaração de intenção é um indicativo do seu desejo de participar deste movimento através de sua empresa ou pessoalmente.
  • A concretização da adoção será definida quando lhe for apresentado o missionário autóctone com todos os seus dados pessoais e ministeriais.

 

Até lá, cabe ao irmão, investidor o compromisso de estar orando e pedindo total discernimento do Espírito Santo para seu envolvimento.

 

Em direção aos povos não alcançados para que em tudo o Senhor Jesus seja glorificado

 

 

Pr. Nivaldo Gois

Diretor Executivo – Instituto PAQTO